Eu, aniversários e mamãe.

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Mamãe sempre comemora seu aniversário, que seja com uma mesa de café, uma mesa de petiscos, sempre com alguma mesa e sofisticadamente simples, mas comemora.

Por uns oitos anos muita energia canalizou em seus aniversários e abandonou os dos filhos.
Atitude que mamãe só percebeu quando eu e meus irmãos comentávamos, entre risadas, durante seu aniversário de 2011.
Pronto! Ali o novo drama se instaurou, mamãe se sentiu a “pior mamãe querida do mundo”.
Sem pedirmos, resolveu se redimir, passou a docemente perseguir nossos amigos para esquematizar comemorações.

Em 2013, ainda se sentindo culpada, mamãe comprou bolo, guaraná e muito doce para o aniversário do Júnior (meu irmão).
Era dia de semana, dia de trabalho e faculdade, Jr chegou cansado em casa, tomou um banho e acabou cochilando no quarto.
Quando despertou o parabéns já tinha sido cantado, o bolo partido.
– Eu fiz seu aniversário, se dormiu problema seu!

Eu, por morar sempre longe, consegui escapar por um tempo, mas esse ano nao teve jeito!
Mamãe escolheu a festa, a decoração, o cardápio, a sobremesa, o sabor do bolo.
Alugou pratos, determinou a bebida.
Montou “sua” mesa, convidou os convidados.
Resolveu que horas tudo começaria, ficou brava com quem chegou atrasado e indignada poq eu queria conversar e não cortar o bolo.

Agora mamãe se redimiu e continuamos vivos.

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Cachorro meu

 

Thor Henrique é adotado, chegou tem 3 meses, já veio com personalidade e manias.

Nas primeiras 24hs ele só ficava triste olhando para a porta, depois resolveu rosnar, me mordeu, mordeu o Carlos, mordeu até o João.

Carlos disse para devolve-lo, só respondi “até hoje não te devolvi pra sua mãe pq devolveria o cachorro??”

Thor não brinca, não gosta de outros cachorro e muito menos de passarinho, não late e detesta ser empurrado, mastiga mais rápido que a minha irmã e depois passa mal.

Não pede licença, senta no seu colo e pede carinho. Seu signo é sonolência com ascendente em carência.

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Carlos chama ele de “cara de cu”, “coisa estranha”, engana o cachorro o tempo todo fingindo que vai leva-lo para passear.

Os dois brigam em casa, na rua, tem horas q eu não sei se é o Carlos que ataca o cachorro ou o cachorro que avança nele. Eu? Tento separar a briga dos dois e abro a boca a chorar.

E depois de 3 meses Thorzinho é apaixonado pelo Carlos, só dorme quando o Carlos chega, só deixa o Carlos dar banho, só faz festa pra Carlos Henrique.

Thor virou estatística, na minha estatísticas de amores não correspondidos.

#casosdefamília #schnauzer #instadog #schnauzerwhite

Ontem, fiz 27.

Sem crise, sem drama, são só 27.
Sem emprego, sem carro, sem diploma.
Mas de coração transbordando.

Com 27 eis me aqui, nunca sai tanto da minha zona de conforto como no último ano, já faz tempo que mudo de casas, cidades, mas a mudança por dentro (e mais inportante) veio somente agora.
Eu já tinha total noção que precisava ser alguém para o mundo, fazer a diferença, mas até então tudo era no plano das idéias.

Nesse último ano naveguei por dentro de mim mesma, exorcisei sentimentos, abandonei hábitos que só me faziam mal.
Não, não me tornei vegana ou fitness.
A mudança foi totalmente emocional.
Constitui quem e o que era sagrado, respeitável e dispensável.

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Aprendi o que era empatia, me compadeci das dores do próximo, do entrevistado, do documentado, da criança na Síria.

Resolvi amar, amar deliberadamente e nunca fui tão feliz como nos meus 27.

Abrigada Mamãe querida (Marcia Cavadas), por fazer questão de celebrar meu dia, aos queridos que compareceram.
E aos meus poucos e bons amores q mesmo de longes me aquecem